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http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1675
Tipo do documento: | Dissertação |
Título: | O Abrigo São Francisco em Anápolis (1930 até os dias atuais): história e originalidade de sua construção |
Título(s) alternativo(s): | The São Francisco Shelter in Anápolis (1930 to the present day): history and originality of its construction |
Autor: | Marquezan, Andreia |
Primeiro orientador: | Maciel, Roseli Martins Tristão |
Primeiro coorientador: | Luz, Janes Socorro da |
Primeiro membro da banca: | Maciel, Roseli Martins Tristão |
Segundo membro da banca: | Luz, Janes Socorro da |
Terceiro membro da banca: | Bicalho, Poliene Soares dos Santos |
Quarto membro da banca: | Silva, Leicy Francisca da |
Resumo: | A hanseníase é uma enfermidade infecciosa e crônica que atinge pessoas de todas as idades, sendo que, na maioria dos casos diagnosticados, a doença apresenta-se entre as populações economicamente mais carentes. A história da hanseníase é circunscrita sob a rejeição, a superstição e a intolerância, por ter uma imagem terrificante na memória da humanidade. São muitos os fatores associados à doença, e seu percurso provém de longa data e perpassa por questões biológicas, econômicas, sociais e políticas. Ademais, a exclusão social ocasionada pelo estigma, existente desde os tempos remotos, e, no século XX, reforçado pelas políticas sanitárias com caráter segregacionista, se torna um dos maiores desafios para os portadores desta doença. Diante disto, este trabalho reconstitui a história do leprosário de Anápolis, fazendo revisão literária do tema e pesquisa bibliográfica, numa análise fundamentada no materialismo histórico dialético, sobre a presença das instituições religiosas e sua contribuição aos hansenianos, bem como a verificação de como o estigma se tornou a base das relações entre a comunidade em questão e a sociedade na qual está inserida. Além da análise histórica, a perspectiva da Geografia da Saúde é de grande interesse para este trabalho, pois esta área de conhecimento aborda a dinâmica do espaço em várias categorias, sendo o território um elemento na compreensão da ação antrópica e distribuição socioespacial. Desta forma, a abordagem da Geografia da Saúde se torna preeminente na construção da história do Lar São Francisco, na compreensão dos caminhos distintos que o abrigo percorreu, em comparação à trajetória de outros leprosários no Brasil, no entendimento das dinâmicas espaciais da segregação, abrangendo a totalidade dos aspectos que inferem em sua construção física, em seu percurso e na constituição simbólica do estigma em torno da doença, dos doentes e do local em que está situado, ou seja, nas análises dialéticas a que este trabalho se empenha. A compreensão da história do abrigo, abrangendo o contexto político e religioso junto ao aporte da Geografia da saúde, despertou o interesse sobre a formação da instituição, presente, desde o início, nas benfeitorias da sociedade local e das entidades religiosas e, ao mesmo tempo, percorrendo os caminhos do preconceito e estigma. Diante do exposto, o questionamento central que norteia a pesquisa se volta para a compreensão da importância do caráter original da construção do Leprosário de Anápolis-Goiás, do desenvolvimento sanitário do espaço por ele ocupado, privilegiando o encadeamento de fatores que vincularam a doença ao processo de segregação sócio espacial e perpetuaram o estigma. Não obstante, a investigação se volta, também, para outras questões relacionadas ao estigma e seu vínculo com as instituições religiosas e a sociedade no contexto dos obstáculos enfrentados na constituição do abrigo, e os elementos que dão identidade às comunidades instauradas ao seu redor, dentro da esfera política e espacial. Dessa maneira, os objetivos compreendem a identificação dos aspectos que fornecem ao abrigo a essência inédita de sua formação; da conexão com as entidades religiosas e a sociedade, e que exterioriza o estigma; e dos impactos à comunidade hanseniana ocasionados pelo fator político, utilizando, também, conceitos geográficos no entendimento da segregação espacial. Por conseguinte, a investigação adota o recorte temporal de 1930 até os dias atuais, ou seja, o início da constituição do Lar São Francisco; o percurso dos hansenianos que ajudaram na sua constituição; o desenvolvimento de sua história; sua institucionalização, compondo o Movimento de Reintegração dos Hansenianos (MORHAN), até a atualidade. |
Abstract: | Leprosy is an infectious and chronic disease that affects people of all ages, and in most cases diagnosed, the disease is among the most economically deprived populations. The history of leprosy is circumscribed under rejection, superstition and intolerance, because it has a terrifying image in the memory of humanity. There are many factors associated with the disease, and its path comes from a long time and permeates biological, economic, social and political issues. Moreover, the social exclusion caused by stigma, existing since ancient times, and, in the twentieth century, reinforced by sanitary policies with a segregationist character, becomes one of the greatest challenges for patients with this disease.In view of this, this work reconstitutes the history of the leprosarium of Annapolis, making literary review of the theme and bibliographic research, in an analysis based on dialectical historical materialism, on the presence of religious institutions and their contribution to leprosians, as well as the verification of how stigma has become the basis of the relations between the community in question and the society in which it is inserted. In addition to historical analysis, the perspective of Health Geography is of great interest to this work, because this area of knowledge addresses the dynamics of space in several categories, and the territory is an element in the understanding of anthropic action and socio-spatial distribution.Thus, the approach of Health Geography becomes preeminent in the construction of the history of the São Francisco Home, in the understanding of the distinct paths that the shelter has traveled, compared to the trajectory of other lepers in Brazil, in the understanding of the spatial dynamics of segregation, covering the totality of the aspects that infer in its physical construction, in its course and in the symbolic constitution of the stigma surrounding the disease, patients and the place where it is situated, i.e. in the dialectical analyses to which this work is engaged. The understanding of the history of the shelter, covering the political and religious context along with the contribution of the Geography of health, aroused interest about the formation of the institution, present, from the beginning, in the improvements of local society and religious entities and, at the same time, following the paths of prejudice and stigma. In view of the above, the central questioning that guides the research turns to the understanding of the importance of the original character of the construction of the Leprosarium of Anápolis-Goiás, of the sanitary development of the space occupied by it, favoring the chaining of factors that linked the disease to the process of socio-spatial segregation and perpetuated the stigma. Nevertheless, research also turns to other issues related to stigma and its bond with religious institutions and society in the context of the obstacles faced in the constitution of the shelter, and the elements that give identity to the communities established around them, within the political and spatial sphere. Thus, the objectives include the identification of the aspects that provide under the unprecedented essence of their formation; of the connection with religious entities and society, and that externalizes the stigma; and the impacts on the leprosy community caused by the political factor, also using geographical concepts in the understanding of spatial segregation. Therefore, the investigation adopts the time frame from 1930 to the present day, that is, the beginning of the constitution of the São Francisco Home; the path of the Leprosy who helped in its constitution; the development of its history; its institutionalization, composing the Leprosy Reintegration Movement (MORHAN), to this day. |
Palavras-chave: | Segregação Socioespacial - Leprosário de Anápolis - Goiás(Estado) Hanseníase - Estigma - Segregação Socioespacial - Anápolis(GO) Sociospatial segregation - . Leper of Annapolis - Goiás(Estado) Leprosy - Stigma - Sociospatial segregation - Anápolis(GO) |
Área(s) do CNPq: | GEOGRAFIA HUMANA::GEOGRAFIA URBANA SOCIOLOGIA::SOCIOLOGIA DA SAUDE |
Idioma: | por |
País: | Brasil |
Instituição: | Universidade Estadual de Goiás |
Sigla da instituição: | UEG |
Departamento: | UEG ::Coordenação de Mestrado Territórios Expressões Culturais do Cerrado |
Programa: | Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (PPG-TECCER) |
Citação: | MARQUEZAN, Andreia. O Abrigo São Francisco em Anápolis (1930 até os dias atuais): história e originalidade de sua construção. 2022. 123f. Dissertação( Mestrado em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado) - Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária Anápolis de Ciências Socioeconômicas e Humanas, Anápolis,GO. |
Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
URI: | http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1675 |
Data de defesa: | 29-Nov-2022 |
Aparece nas coleções: | Mestrado Territórios Expressões Culturais do Cerrado |
Arquivos associados a este item:
Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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Dissertação Andreia Marquezan (1)-4.pdf | DISSERTAÇÃO - TECCER | 4,3 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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