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Tipo do documento: Dissertação
Título: Silenciamentos e/ou apagamentos de temas insurgentes nos currículos dos anos iniciais do ensino fundamental: percepções e desafios de uma atuação docente crítica-decolonial
Título(s) alternativo(s): Silencing and/or Erasing Insurgent Themes in Curricula of the Early Years of Elementary Education: Perceptions and Challenges of a Critical-Decolonial Teaching Approach
Autor: Almeida, Diego da Silva
Primeiro orientador: Oliveira, Hélvio Frank de
Primeiro membro da banca: Oliveira, Hélvio Frank de
Segundo membro da banca: Silvestre, Viviane Pires Viana
Terceiro membro da banca: Pereira, Paula Graciano
Resumo: Nesta pesquisa, tenho como objetivo geral problematizar a (in)existência de conteúdos curriculares relacionados a temas insurgentes em escolas da rede municipal de ensino de Guapó para os anos iniciais do ensino fundamental e sua relação com as práticas educativas docentes. Como objetivos específicos busco: a) discutir a presença e/ou o apagamento de temas insurgentes no currículo formal; b) refletir sobre a manifestação e/ou o silenciamento dessas temáticas nas práticas educativas. Esta pesquisa recorre às seguintes fontes para a construção de material empírico: documentos normativos (BNCC e DCGO Ampliado); transcrições de conversas realizadas com docentes atuantes na referida rede de ensino e um questionário via Google Forms. As epistemologias que entrecruzam com este estudo caminham pela perspectiva decolonial (Mignolo, 2008, 2010, 2020, 2021; Quijano 2000, 2005, 2010; Maldonado-Torres, 2007; Walsh, 2007, 2013, entre outros/as); pelos estudos do campo do currículo escolar (Silva, 2007; Lopes e Macedo, 2011; Candau, 2010, 2020; Süssekind, 2019, entre outros/as e pela educação intercultural e pedagogia decolonial (Walsh, 2009, 2013, 2018; Mota Neto, 2016; Ortiz-Ocaña, Arias López e Pedrozo Conedo 2018b; Fuly, 2022, entre outros/as). Os caminhos percorridos neste estudo para produção de conhecimento buscam desobedecer os paradigmas tradicionais, recorrendo uma perspectiva que reconheça e confronte as hierarquias de conhecimento e poder presentes no contexto acadêmico e social. Assim, diante da compreensão de que o mundo é permeado por colonialidades latentes, que continuam a reproduzir suas estruturas de poder e almejando transcendê-las, busco me aproximar, bem como aproximar esta pesquisa da perspectiva decolonial, a qual adota uma postura de resistência política/ética/epistêmica, procurando abrir caminhos para pensar formas outras de fazer pesquisa. Nesse sentido, emprego esforços decoloniais (Silvestre, 2017) para discutir currículo escolar (currículo formal e práticas educativas). Destarte, o estudo revela que os currículos refletem disputas de poder, onde decisões sobre conteúdos, métodos e valores são influenciadas por diferentes perspectivas ideológicas, culturais e políticas; que os currículos no Brasil são historicamente influenciados por colonialidades; que a partir da década de 1980 os currículos alinharam-se a políticas neoliberais, como refletido na BNCC, que padroniza diretrizes focadas no mercado e marginaliza temas que possibilitam práticas educativas críticas; que o DCGO Ampliado, apesar de incluir avanços em diversidade, ainda carrega práticas coloniais e influências neoliberais, contribuindo juntamente com a BNCC para manter uma educação instrumental voltada para o mercado e que nossas práticas educativas resultam de uma constante negociação entre o currículo formal e a realidade escolar. Sendo assim, esta pesquisa contribuiu para a compreensão da urgência de fortalecermos uma pedagogia decolonial e intercultural que promova a emancipação e fomente a formação de cidadãos críticos e conscientes da diversidade, desmantelando a lógica de exclusão das colonialidades e das políticas educacionais neoliberais, bem como para a percepção de que o desafio está no maior engajamento e capacitação docente para práticas críticas, insurgentes e decoloniais. Nesta pesquisa, tenho como objetivo geral problematizar a (in)existência de conteúdos curriculares relacionados a temas insurgentes em escolas da rede municipal de ensino de Guapó para os anos iniciais do ensino fundamental e sua relação com as práticas educativas docentes. Como objetivos específicos busco: a) discutir a presença e/ou o apagamento de temas insurgentes no currículo formal; b) refletir sobre a manifestação e/ou o silenciamento dessas temáticas nas práticas educativas. Esta pesquisa recorre às seguintes fontes para a construção de material empírico: documentos normativos (BNCC e DCGO Ampliado); transcrições de conversas realizadas com docentes atuantes na referida rede de ensino e um questionário via Google Forms. As epistemologias que entrecruzam com este estudo caminham pela perspectiva decolonial (Mignolo, 2008, 2010, 2020, 2021; Quijano 2000, 2005, 2010; Maldonado-Torres, 2007; Walsh, 2007, 2013, entre outros/as); pelos estudos do campo do currículo escolar (Silva, 2007; Lopes e Macedo, 2011; Candau, 2010, 2020; Süssekind, 2019, entre outros/as e pela educação intercultural e pedagogia decolonial (Walsh, 2009, 2013, 2018; Mota Neto, 2016; Ortiz-Ocaña, Arias López e Pedrozo Conedo 2018b; Fuly, 2022, entre outros/as). Os caminhos percorridos neste estudo para produção de conhecimento buscam desobedecer os paradigmas tradicionais, recorrendo uma perspectiva que reconheça e confronte as hierarquias de conhecimento e poder presentes no contexto acadêmico e social. Assim, diante da compreensão de que o mundo é permeado por colonialidades latentes, que continuam a reproduzir suas estruturas de poder e almejando transcendê-las, busco me aproximar, bem como aproximar esta pesquisa da perspectiva decolonial, a qual adota uma postura de resistência política/ética/epistêmica, procurando abrir caminhos para pensar formas outras de fazer pesquisa. Nesse sentido, emprego esforços decoloniais (Silvestre, 2017) para discutir currículo escolar (currículo formal e práticas educativas). Destarte, o estudo revela que os currículos refletem disputas de poder, onde decisões sobre conteúdos, métodos e valores são influenciadas por diferentes perspectivas ideológicas, culturais e políticas; que os currículos no Brasil são historicamente influenciados por colonialidades; que a partir da década de 1980 os currículos alinharam-se a políticas neoliberais, como refletido na BNCC, que padroniza diretrizes focadas no mercado e marginaliza temas que possibilitam práticas educativas críticas; que o DCGO Ampliado, apesar de incluir avanços em diversidade, ainda carrega práticas coloniais e influências neoliberais, contribuindo juntamente com a BNCC para manter uma educação instrumental voltada para o mercado e que nossas práticas educativas resultam de uma constante negociação entre o currículo formal e a realidade escolar. Sendo assim, esta pesquisa contribuiu para a compreensão da urgência de fortalecermos uma pedagogia decolonial e intercultural que promova a emancipação e fomente a formação de cidadãos críticos e conscientes da diversidade, desmantelando a lógica de exclusão das colonialidades e das políticas educacionais neoliberais, bem como para a percepção de que o desafio está no maior engajamento e capacitação docente para práticas críticas, insurgentes e decoloniais.
Abstract: In this research, my general objective is to question the (non)existence of curricular content related to insurgent themes in public schools in Guapó for the early years of elementary education and its connection to teachers' educational practices. My specific objectives are to: a) discuss the presence and/or erasure of insurgent themes in the formal curriculum; and b) reflect on the manifestation and/or silencing of these themes in educational practices. This research draws on the following sources for building empirical material: normative documents (BNCC and Expanded DCGO); transcripts of conversations held with teachers working in this school system; and a questionnaire administered via Google Forms. The epistemological frameworks intersecting with this study are grounded in decolonial perspectives (Mignolo, 2008, 2010, 2020, 2021; Quijano, 2000, 2005, 2010; Maldonado-Torres, 2007; Walsh, 2007, 2013, among others); curriculum studies (Silva, 2007; Lopes and Macedo, 2011; Candau, 2010, 2020; Süssekind, 2019, among others); and intercultural education and decolonial pedagogy (Walsh, 2009, 2013, 2018; Mota Neto, 2016; Ortiz-Ocaña, Arias López, and Pedrozo Conedo 2018b; Fuly, 2022, among others). The paths taken in this study to produce knowledge seek to disobey traditional paradigms, using a perspective that recognizes and confronts the hierarchies of knowledge and power present in the academic and social context. Given the understanding that the world is permeated by latent colonialities that continue to reproduce their power structures, and aiming to transcend them, I seek to align this research with the decolonial perspective, which adopts a stance of political/ethical/epistemic resistance, aiming to open avenues for rethinking research approaches. In this regard, I employ decolonial efforts (Silvestre, 2017) to discuss school curriculum (formal curriculum and educational practices). Thus, the study reveals that curricula reflect power struggles, where decisions about content, methods, and values are influenced by different ideological, cultural, and political perspectives; that curricula in Brazil have historically been influenced by colonialities; that from the 1980s, curricula aligned with neoliberal policies, as reflected in the BNCC, which standardizes market-focused guidelines and marginalizes themes that enable critical educational practices; that the Expanded DCGO, while including advances in diversity, still carries colonial practices and neoliberal influences, contributing alongside the BNCC to maintain an instrumental education oriented toward the market; and that our educational practices result from a constant negotiation between the formal curriculum and the school reality. Therefore, this research contributes to understanding the urgency of strengthening a decolonial and intercultural pedagogy that promotes emancipation and fosters the formation of critical citizens aware of diversity, dismantling the logic of exclusion brought about by colonialities and neoliberal educational policies. It also highlights the challenge of increasing teacher engagement and education for critical, insurgent, and decolonial practices.
Palavras-chave: Currículo escolar
Pedagogia decolonial - Interculturalidade crítica
Currículo - Temas insurgentes
Curriculum
Decolonial pedagogy - Critical interculturality
Curriculum - Insurgent themes
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Estadual de Goiás
Sigla da instituição: UEG
Departamento: UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias
Programa: Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT)
Citação: ALMEIDA, D.S. Silenciamentos e/ou apagamentos de temas insurgentes nos currículos dos anos iniciais do ensino fundamental: percepções e desafios de uma atuação docente crítica-decolonial. 2024. 139f.Dissertação( Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias) - Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universtária Anápolis de Ciências Socioeconômicas e Humanas - Nelson de Abreu Júnior, Anápolis,GO.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1692
Data de defesa: 18-Dez-2024
Aparece nas coleções:Mestrado em Educação Linguagem e Tecnologias(IELT)

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