@MASTERSTHESIS{ 2024:1322913609, title = {Silenciamentos e/ou apagamentos de temas insurgentes nos currículos dos anos iniciais do ensino fundamental: percepções e desafios de uma atuação docente crítica-decolonial}, year = {2024}, url = "http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1692", abstract = "Nesta pesquisa, tenho como objetivo geral problematizar a (in)existência de conteúdos curriculares relacionados a temas insurgentes em escolas da rede municipal de ensino de Guapó para os anos iniciais do ensino fundamental e sua relação com as práticas educativas docentes. Como objetivos específicos busco: a) discutir a presença e/ou o apagamento de temas insurgentes no currículo formal; b) refletir sobre a manifestação e/ou o silenciamento dessas temáticas nas práticas educativas. Esta pesquisa recorre às seguintes fontes para a construção de material empírico: documentos normativos (BNCC e DCGO Ampliado); transcrições de conversas realizadas com docentes atuantes na referida rede de ensino e um questionário via Google Forms. As epistemologias que entrecruzam com este estudo caminham pela perspectiva decolonial (Mignolo, 2008, 2010, 2020, 2021; Quijano 2000, 2005, 2010; Maldonado-Torres, 2007; Walsh, 2007, 2013, entre outros/as); pelos estudos do campo do currículo escolar (Silva, 2007; Lopes e Macedo, 2011; Candau, 2010, 2020; Süssekind, 2019, entre outros/as e pela educação intercultural e pedagogia decolonial (Walsh, 2009, 2013, 2018; Mota Neto, 2016; Ortiz-Ocaña, Arias López e Pedrozo Conedo 2018b; Fuly, 2022, entre outros/as). Os caminhos percorridos neste estudo para produção de conhecimento buscam desobedecer os paradigmas tradicionais, recorrendo uma perspectiva que reconheça e confronte as hierarquias de conhecimento e poder presentes no contexto acadêmico e social. Assim, diante da compreensão de que o mundo é permeado por colonialidades latentes, que continuam a reproduzir suas estruturas de poder e almejando transcendê-las, busco me aproximar, bem como aproximar esta pesquisa da perspectiva decolonial, a qual adota uma postura de resistência política/ética/epistêmica, procurando abrir caminhos para pensar formas outras de fazer pesquisa. Nesse sentido, emprego esforços decoloniais (Silvestre, 2017) para discutir currículo escolar (currículo formal e práticas educativas). Destarte, o estudo revela que os currículos refletem disputas de poder, onde decisões sobre conteúdos, métodos e valores são influenciadas por diferentes perspectivas ideológicas, culturais e políticas; que os currículos no Brasil são historicamente influenciados por colonialidades; que a partir da década de 1980 os currículos alinharam-se a políticas neoliberais, como refletido na BNCC, que padroniza diretrizes focadas no mercado e marginaliza temas que possibilitam práticas educativas críticas; que o DCGO Ampliado, apesar de incluir avanços em diversidade, ainda carrega práticas coloniais e influências neoliberais, contribuindo juntamente com a BNCC para manter uma educação instrumental voltada para o mercado e que nossas práticas educativas resultam de uma constante negociação entre o currículo formal e a realidade escolar. Sendo assim, esta pesquisa contribuiu para a compreensão da urgência de fortalecermos uma pedagogia decolonial e intercultural que promova a emancipação e fomente a formação de cidadãos críticos e conscientes da diversidade, desmantelando a lógica de exclusão das colonialidades e das políticas educacionais neoliberais, bem como para a percepção de que o desafio está no maior engajamento e capacitação docente para práticas críticas, insurgentes e decoloniais. Nesta pesquisa, tenho como objetivo geral problematizar a (in)existência de conteúdos curriculares relacionados a temas insurgentes em escolas da rede municipal de ensino de Guapó para os anos iniciais do ensino fundamental e sua relação com as práticas educativas docentes. Como objetivos específicos busco: a) discutir a presença e/ou o apagamento de temas insurgentes no currículo formal; b) refletir sobre a manifestação e/ou o silenciamento dessas temáticas nas práticas educativas. Esta pesquisa recorre às seguintes fontes para a construção de material empírico: documentos normativos (BNCC e DCGO Ampliado); transcrições de conversas realizadas com docentes atuantes na referida rede de ensino e um questionário via Google Forms. As epistemologias que entrecruzam com este estudo caminham pela perspectiva decolonial (Mignolo, 2008, 2010, 2020, 2021; Quijano 2000, 2005, 2010; Maldonado-Torres, 2007; Walsh, 2007, 2013, entre outros/as); pelos estudos do campo do currículo escolar (Silva, 2007; Lopes e Macedo, 2011; Candau, 2010, 2020; Süssekind, 2019, entre outros/as e pela educação intercultural e pedagogia decolonial (Walsh, 2009, 2013, 2018; Mota Neto, 2016; Ortiz-Ocaña, Arias López e Pedrozo Conedo 2018b; Fuly, 2022, entre outros/as). Os caminhos percorridos neste estudo para produção de conhecimento buscam desobedecer os paradigmas tradicionais, recorrendo uma perspectiva que reconheça e confronte as hierarquias de conhecimento e poder presentes no contexto acadêmico e social. Assim, diante da compreensão de que o mundo é permeado por colonialidades latentes, que continuam a reproduzir suas estruturas de poder e almejando transcendê-las, busco me aproximar, bem como aproximar esta pesquisa da perspectiva decolonial, a qual adota uma postura de resistência política/ética/epistêmica, procurando abrir caminhos para pensar formas outras de fazer pesquisa. Nesse sentido, emprego esforços decoloniais (Silvestre, 2017) para discutir currículo escolar (currículo formal e práticas educativas). Destarte, o estudo revela que os currículos refletem disputas de poder, onde decisões sobre conteúdos, métodos e valores são influenciadas por diferentes perspectivas ideológicas, culturais e políticas; que os currículos no Brasil são historicamente influenciados por colonialidades; que a partir da década de 1980 os currículos alinharam-se a políticas neoliberais, como refletido na BNCC, que padroniza diretrizes focadas no mercado e marginaliza temas que possibilitam práticas educativas críticas; que o DCGO Ampliado, apesar de incluir avanços em diversidade, ainda carrega práticas coloniais e influências neoliberais, contribuindo juntamente com a BNCC para manter uma educação instrumental voltada para o mercado e que nossas práticas educativas resultam de uma constante negociação entre o currículo formal e a realidade escolar. Sendo assim, esta pesquisa contribuiu para a compreensão da urgência de fortalecermos uma pedagogia decolonial e intercultural que promova a emancipação e fomente a formação de cidadãos críticos e conscientes da diversidade, desmantelando a lógica de exclusão das colonialidades e das políticas educacionais neoliberais, bem como para a percepção de que o desafio está no maior engajamento e capacitação docente para práticas críticas, insurgentes e decoloniais.", publisher = {Universidade Estadual de Goiás}, scholl = {Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT)}, note = {UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias} }